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        REQUALIFICAÇÃO URBANA
PRAÇA MAHATMA GANDHI

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A Praça Mahatma Gandhi está situada no centro da cidade do Rio de Janeiro, entre  a Cinelândia, o Aterro Parque do Flamengo, o Passeio Publico e a Av. Rio Branco.

Abrigou o Palácio Monroe que foi montado em 1906 para ser o pavilhão do Brasil na exposição universal dos Estados Unidos. Entre 1914 e 1922, foi sede provisória da Câmara dos Deputados e depois o Senado Federal. À época do Regime Militar, foi transformado em sede do Estado-Maior das Forças Armadas, em 1974 o Governo Estadual decretou o seu tombamento. Em março de 1976, apesar de toda polémica, foi demolido pelo governo militar.

 

A pesar do seu passado e mesmo sendo intercessão entre espaços importantes da dinâmica e da história da cidade, a área da praça com o passar do tempo sofreu diversas modificações que eliminaram a sua identidade e a sua utilidade, virou uma região estéreo, um “não lugar”.

Praça Mahatma Gandhi

Av. Rio Branco

Cinelândia

Passeio Público (tombado)

Aterro do Flamengo (tombado)

PROPOSTA

A proposta é desenvolvida a partir da criação de um polo agregador, um grande espaço público que organiza a área em pedonal e comercial, que se prolonga em paralelo ao Parque Passeio Público (tombado). 

 

Para proporcionar integração entre a área de intervenção e o jardim histórico fechamos a Av. Luis de Vasconcelos, rearticulamos o trânsito e unimos os dois terrenos. Na superfície dessa conexão, entre o antigo e o contemporâneo, surge um corredor aberto com uma fila de palmeiras imperiais que exalta o imponente edifício Art Déco Fernando Serrador que está ao fundo (1944 - um dos símbolos da era de ouro da Cinelândia) e um sequência de seis quiosques destinados a cafés. O subsolo ganha um espaço multifunções onde estará o Museu da Ditadura com saída do metro e passagem para a praça do outro lado onde encontramos o Quarteirão Fab Lab.

Perspectiva Geral 9_4.jpg
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De um lado temos o passado que ainda se preserva, no centro temos o passado que será desenterrado para não ficar esquecido o belo Palácio Monroe e os horrores da ditadura. Do outro lado, surge então o contemporâneo, o Quarteirão das Artes. A praça semi-enterrada, antes sem identidade, passa funcionar como um grande anfiteatro de arquibancadas verdes ao seu redor e a abrigar galerias e manifestações artísticas e políticas. Sua cota mais baixa tem como objetivo conceptual trazer o passado que se desenterra para encontrar com o novo que dialoga com leveza ao rico entorno urbanístico e arquitetónico.

O conjunto arquitetónico proposto é modular e vai buscar para o desenho das coberturas e suas “arquibancadas” inspiração nos trabalhos do modernista Roberto Burle Marx. Já a busca pela leveza vai se encontrar com as asas de insetos.